segunda-feira, 18 de julho de 2011

Estão os machos da nossa espície a perder qualidade?

À primeira vista esta pergunta pode parecer ridícula, mas será?
Existem determinadas características que distinguem os homens das mulheres, no início da gestação começamos todos por ter um corpo com características femininas, às 8 semanas começa a produção de testosterona, nos indivíduos do sexo masculino, que vai permitir a diferenciação dos meninos.
Isto é uma forma incrivelmente simplificada de descrever um fenómeno mesmo muito complexo, mas a ideia importante é que é a testosterona a hormona responsável por no mundo haverem homens e mulheres, sem testosterona seriamos todos morfologicamente mulheres. (isto provavelmente não é verdadeiramente verdade, mas para simplificar vamos acreditar que é).
Esta testosterona não permite apenas que os homens nasçam equipados com um pénis, o próprio desenvolvimento cerebral é influenciado pelos níveis desta hormona durante a gestação, cada vez mais estudos apontam que os fatores genéticos têm uma grande importância nos comportamentos e preferências sexuais (ui que isto tem aqui pano para mangas).
Isto tudo para dizer que se por alguma razão um homem for exposto, durante a gestação, a uma quantidade de testosterona muito menor do que aquela que seria suposto, existe uma forte probabilidade de se tornar um individuo com mais características femininas e menos características masculinas.
A maior parte da testosterona nos homens é produzida nos testículos, as mulheres também têm uma pequena quantidade de testosterona, produzida na glândula suprarrenal.
Se por alguma razão, as concentrações de testosterona de um homem normal baixarem para valores fora da normalidade, algumas das características associadas à masculinidade são severamente afetadas, entre elas são de salientar a agressividade e a líbido.
Nos últimos anos tenho ouvido muitas mulheres queixarem-se dos homens, mas por razões muito diferentes das queixas do passado, segundo elas características como uma líbido elevada, maior agressividade e uma atitude mais dominadora são um mito, algo que até pode ter sido verdade mas que não se encontra nos machos dos dias de hoje.
Durante algum tempo achei que tinham sido as mulheres a aproximarem-se mais dos homens nestas características depois da revolução feminista da década de 60, mas se calhar não foi bem isso que aconteceu...
Em 2007 foi publicado um estudo (quem quiser pode consultar aqui: www.usludgefree.org/pdf/hfw/hfw_testosterone.pdf) com uma amostra de cerca de 1700 homens que mostrou que até pode haver assim uma pontinha de verdade nas observações destas mulheres. Segundo o estudo a quantidade de testosterona nos homens tem vindo a decrescer significativamente nos últimos anos, um decréscimo de cerca de 1.2% / ano, isto significa um decréscimo de 25% em duas décadas, ou seja um homem com 65 anos hoje tem menos 25% de testosterona que um homem de 65 anos à 20 anos atrás, o que vale é mesmo o viagra!
O estudo foi realizado a uma população entre os 45 e os 79 anos, pelo que não engloba a minha geração, no entanto os dados são um bocadinho inquietantes, é mesmo possível que os homens sejam cada vez menos masculinos (naquele sentido de macho peludo e a cheirar a cavalo que que é andar à porrada), se o decréscimo continuar à velocidade do estudo, mais meia-duzia de décadas e lá se vai o macho latino, se tivermos em conta o Zezé Camarinha pode ser que não seja assim uma coisa tão má!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tudo corre melhor do que o planeado...

Quase um ano depois está a chegar ao fim parte do caminho que deu origem a este blog.
Basicamente tudo começou quando eu decidi voltar a estudar, e com isso mudar de forma bastante drástica a minha vida.
Neste momento acabei um quarto da viagem e tenho 2 mesinhos para descansar um bocadinho na estação de serviço (espero que seja uma daquelas com KFC para poder comer bem e barato).
O meu primeiro ano de curso correu de forma quase exemplar, a qualidade do ensino foi mesmo muito boa e os meus resultados ótimos. (Acho que ainda vou demorar bastante tempo a habituar-me a escrever segundo o novo acordo ortográfico).
Já tinha ficado com esta sensação no final do primeiro semestre, mas é muito agradável voltar a senti-la, esta foi uma daquelas escolhas em que acertei.
E agora faltam três anos cheios de divertimento, coisas para aprender e pessoas novas para conhecer para o resto da minha vida.
Today I'm really happy! :)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

"Ten inch hero" - Filme recomendado!



Acabei ainda à bocadinho de ver este filme e fiquei tão bem disposto que não podia deixar de recomendar a outras pessoas.
Há filmes para tudo, mas os melhores são mesmo aqueles que nos deixam com aquela sensação de que o mundo é fantástico e que vale mesmo apena viver, e este é um desses filmes.
As personagens são doces, inteligentes, divertidas, conseguimos imaginá-las como pessoas no mundo real e são aquele tipo de pessoas que gostávamos de ter como amigas, não só tem verdadeiro sentido de humor como são boas pessoas!
O início do filme é agradável, o meio é bom e o final é fantástico.
Ainda à bocadinho estava a agradecer à pessoa que mo aconselhou e a forma que arranjei para tentar explicar a forma como me senti ao ver o filme foi descrevê-lo como comer um pedaço de banana frita! Aveludado, quentinho e doce!
Fica a recomendação :)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O efeito da manada!

Este é um efeito peculiar que nos afeta a quase todos.
É aquela tendência que os seres humanos têm para ir uns atrás dos outros.
Isto nota-se particularmente bem em eventos desportivos ou ocasiões em que se junta uma grande multidão. A identidade individual parece que se perde e que aquele aglomerado de pessoas para a ter uma personalidade e vontade única.
A parte que considero mais curiosa no meio de tudo isto é que isto não se aplica apenas em eventos, este fenómeno aplica-se a praticamente tudo, a sensação que dá é que na nossa tentativa quase desesperadas por sermos aceites pela sociedade nos provoca uma necessidade de sermos parecidos com ela.
Quando duas pessoas se começam a conhecer, e estão interessadas uma na outra, é interessante reparar no esforço mútuo, que muitas vezes acontece para tentarem provar uma à outra que são parecidas, em alguns casos isto funciona, na maior parte mais tarde ou mais cedo dá para o torto, nós só conseguimos fingir ser aquilo que não somos durante determinado período de tempo, bem mas haveria tanto a dizer sobre isto que tem mesmo que ser assunto para outro post.
Voltado a nossa manadinha... acredito que é por esta razão que a moda e o marketing são ferramentas tão poderosas na manipulação dos nossos desejos, mexem naquela parte do nosso cérebro que acredita que se formos como todos os outros vamos finalmente ser aceites.
Basicamente o que acabei de dizer neste texto foi que, pelo menos em parte, passamos a nossa vida a tentar sermos o mais parecidos possível com todos os outros! Mas também não é verdade que aquilo que nos identifica e distingue dos outros são as nossas peculiaridades, as nossas idiossincrasias?
É claro que tão ridículo com andarmos a seguir a manada, apenas porque sim, é afastarmos-nos dela apenas para sermos diferentes.
Neste grande caminho da vida vão sempre existir alguns troços em que vamos acompanhar e ser acompanhados por muita gente, mas o mais provável é em algumas partes termos mesmo que ir por um caminho diferente e às vezes até mesmo em sentido contrário.
O importante, parece-me, é termos a noção deste fenómeno e tentarmos perceber se estamos a fazer as coisas só porque sim ou porque realmente as queremos fazer desta maneira.
No final de contas o que importa é no final do dia sentirmos-nos realizados, é possível que as pessoas que nos rodeiam não compreendam como é que conseguimos ser tão diferentes e mesmo assim tão felizes, mas se formos realmente felizes who cares?
Somos um ser social, precisamos de outras pessoas para andarmos bem, mas a verdade é que não precisamos de muitas!

domingo, 8 de maio de 2011

Cada vez mais perto... cada vez mais distantes...

No último par de décadas houve um advento das novas tecnologias como nunca antes se tinha assistido.
Sem dúvida que o telefone revolucionou a forma de comunicar mas a Internet e os telemóveis fizeram muito mais que isso, modificaram para sempre a nossa forma de viver.
Tenho 27 anos e ainda me lembro de não existirem telemóveis e da Internet ser tão lenta que se podia deixar a ligar enquanto se ia comer uma sandes, e tenho de confessar que por vezes tenho um bocadinho de saudades!
Neste momento conseguimos comunicar com mais de 20 pessoas ao mesmo tempo, a maioria das pessoas tem algumas centenas de amigos no facebook, países estão mais perto que antes estavam cidades e no entanto acho que nunca na história houve tanta carência de carinho, tantas pessoas a sentirem-se sozinhas e nunca o tempo pareceu ter tão pouco tempo.
Nós somos sem dúvida seres sociais, e essa parece-me a razão pela qual as redes sociais, a chamada web 2.0 tem o sucesso exponencial a que temos assistido nos últimos anos mas não me parece que estas relações virtuais sejam o suficiente para satisfazer as nossas necessidades.
Não sei se daqui a 10 anos a forma de nos relacionarmos uns com os outros será diferente, não sei se "a moda" das redes sociais vai passar como aconteceu com o mirc e tenho pena de não saber o que aparecerá nos próximos anos (se soubesse estaria tão rico!) mas não me parece que nenhuma nova forma de comunicação substitua uma boa conversa num jantar de amigos.
Agora não era fácil passar a viver sem Internet mas não me importava muito de passar a viver sem telemóvel, em muitos aspectos acho que a minha vida seria tão mais simples!

quarta-feira, 30 de março de 2011

O bando dos deprimidos

No outro dia estava a ver o telejornal e para meu espanto vi uma notícia fantástica! Pensando bem dizer isto desta maneira é capaz de fazer de mim uma pessoa um bocadinho sádica... bem se calhar não esta assim tão longe da verdade.
Um senhor que já devia ter os seus 65 anos, depois de ter ficado sem a casa no tsunami que assolou o Japão falava à televisão como estava a ser difícil arranjar um abrigo para pernoitar...
Segundo ele estava muito contente porque tinha arranjado boleia do 9º abrigo a que tinha ido para aquele onde estava à procura de local para poder dormir, o 10º!
O que achei fantástico na notícia, para grande tristeza dos jornalistas da TVI, certamente, foi a felicidade com que o pobre homem salientou que tinha arranjado boleia.
É claro que os japoneses são um povo à parte e que não é toda a gente que é capaz de depois de ter perdido tudo ver o lado positivo de : "mas pelo menos arranjei uma boleia entre o 9º e o 10º abrigo hoje à tarde".
No entanto isto serve para fazer o contraste com o que me tem rodeado nos últimos dias...
Pessoas deprimidas, quando lhes aconteceu algo para estarem deprimidas tem toda a minha simpatia e apoio. A verdade é que existem alturas da vida tramadas, apanham-nos de surpresa e atiram-nos ao chão com força e é claro que precisamos de algum tempo para nos levantarmos, mas aquelas alminhas com aquela "depressão" crónica em que tudo é uma excelente desculpa para se poderem queixar mais um bocadinho, atacam-me o sistema...
Eu tento desviar-me dessas pessoas, tento evitá-las, contorná-las mas nos últimos dias parecem praga!
Até as pessoas que geralmente andavam bem dispostas, e que tinham algum sentido de humor andam assim... É assim uma doença infecto contagiosa que parece que foi disseminada através de uma arma química ou coisa do género.
Eu até me desviava delas mas estou a chegar a um ponto em que a única maneira de o fazer é fechar-me dentro do quarto, completamente isolado do exterior e esperar que a onda de radiação de pessimismo se dissipe... no entanto acho que os 20 anos de segurança para o desaparecimento da radiação atómica não são suficientes.
Recuso-me a ceder à maioria... vou continuar bem disposto e cheio de energia, acho que um dia destes ainda tento fundar um culto... é que já somos tão pouquinhos que o único requisito é mesmo o nome piroso... estava aqui a tentar lembrar-me dum mas não cheguei lá, mas se entretanto me vier uma à cabeça ainda faço um anexo ao post.
Quem sabe talvez um dia ainda consiga ver o lado positivo de "uma boleia"!

sábado, 26 de março de 2011

Suspender...




Algo que faço periodicamente na minha vida!!!
Estão a ver aquela funcionalidade que existe nos computadores portáveis que os permite ficarem a dormir até que lhes carreguem outra vez no botão de desligar?
É verdade que basta um leve toque sobre o botão para parecer que nada se passou mas no entremeio ficam ali quietos apenas à espera que aconteça alguma coisa.
Quando tenho um objectivo qualquer fico obcecado, levanto-me todos os dias com novas ideias e com uma energia invejável.
A vida tem tendência para me trazer tudo o que preciso, sou aquilo a que se chama uma pessoa com muita sorte.
No entanto quando tudo está a correr bem mas não existe nenhum novo objectivo no horizonte fico quieto à espera que algo aconteça.
Estes momentos não são necessariamente maus, basicamente quer dizer que a vida me vai correndo bem, que não tenho nenhuma preocupação de maior e que a única coisa que tenho de fazer no próximo dia é levantar-me e fazer tudo o que é suposto.
Apesar desta noção poder parecer apelativa a muitas pessoas para mim é terrível, deixo-me andar no conforto do dia-à-dia e quando vou a dar por ela estou cansado, deprimido, entediado, completamente abafado pela rotina de dias iguais a tantos outros.
Nas últimas semanas tenho andado numa destas fazes de "suspensão" e está na hora de sair dela.
Está na hora de carregar no botão e começar a fazer coisas novas, sonhar, arriscar, fazer coisas diferentes.
I'm turning on... (não era bem esta a expressão que estava a pensar usar mas parece-me bem! :)


domingo, 30 de janeiro de 2011

O complicado mundo das emoções...

O neuro-cientista António Damásio diz que são responsáveis pela nossa capacidade de decidir.
Ao contrario do que se pensou durante muito tempo o melhor gestor não é aquele que é capaz de tomar decisões ignorando as emoções, mas aquele que é capaz de tomar as melhores decisões com as emoções que tem.
A emoção é fundamental para o processo de decisão, quando a parte onde elas são processadas no cérebro é destruída por alguma razão a pessoa perde a capacidade de decidir entre coisas tão simples como comer um iogurte de banana ou de morango, apesar de ter toda a restante parte do raciocínio funcional!
Tornam-nos quem somos, são as nossas emoções que nos definem.
Por muito que alguém nos diga que gosta de nós, só acreditamos quando achamos que a pessoa "sentiu" aquilo que disse. Somos treinados desde que nascemos a ler emoções. Uns são muito melhores que outros a fazer está leitura, no entanto.
São praticamente incontroláveis, e quanto maior o stress, menor o controlo que temos sobre elas.
Numa discussão facilmente de apoderem de nós levando-nos a magoar as pessoas de que mais gostamos.
Fazem parte de nós, coisas como "não tinha intenção de te magoar", por muito verdadeiras que possam ser não têm sentido.
Não são as nossas intenções que nos definem mas as nossas acções e se queremos ter algum controlo sobre elas temos de aprender a controlar algumas das nossas emoções.
Um momento pode ser insignificante mas também pode mudar a nossa vida para sempre.
Coisas que demoram apenas 1 segundo a dizer podem magoar alguém para a vida toda, mesmo que tenham sido ditas de forma descontrolada com mais emoção que razão.
Quero continuar a amar sem saber o porquê, a sentir a felicidade sem perguntar o como, o prazer sem questionar a razão, no entanto há coisas na minha vida sobre as quais quero ter o controlo.
Há emoções que vou aprender a controlar, não quero magoar mais as pessoas que amo apenas porque de forma descontrola não consegui reconhecer um erro e o aumentei de forma exponencial devido a reacção precipitadas e sem fundamento.
A partir de hoje em todas as discussões que tiver vou pensar porque razão é que as estou a ter, se tenho razão naquilo que estou a dizer e se valem a pena.
A partir de hoje vou controlar algumas das minhas emoções!



quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma tareia de vida...

Todos temos aqueles momentos em que nada parece correr bem.
O nosso mundo vira-se de pernas para o ar e a nossa vida embrulha-se toda.
Olhamos para aquele tremendo emaranhado e a única palavra que nos vem à cabeça é a palavra impossível.
Choramos, fechamos-nos no nosso casulo e esperamos que algo ou alguém nos ajude na tarefa dantesca de agarrarmos numa das pontinhas e começarmos desembaraçar aquele monte de vida.
Todos temos o direito ao nosso "time out", àquele bocadinho só nosso em que ficamos deitados a ganhar força e a tentar perceber o que se está a passar à nossa volta.
Mas chega uma altura em que temos que nos levantar e viver, viver com tudo o que temos.
Se podemos cair novamente? Sem dúvida.
Se pode doer outra vez? Claro que pode.
Mas quando houver uma possibilidade, por muito pequenina que seja de sermos felizes temos de lutar por ela com tudo o que temos.
Golpes baixos, golpes médios e golpes altos... não interessa o método que usamos.
Podemos levar uma tremenda tareia da vida, mas a vida também nos pode dar momentos absolutamente maravilhosos.
Cada dia é um novo mundo de oportunidades...
Esta vida até pode não ser perfeita mas tem sem dúvida momentos fantásticos!


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O jogo da sedução...




É um jogo antigo em que se pode ganhar ou perder tudo.
Poucos são aqueles que ainda o jogam, as apostas são altas e é preciso saber jogar.
Aqui os derrotados e os vencedores vêm aos pares e estão sempre em equipas opostas.
A mestria não está na estratégia mas nos adversários que escolhemos, quando mais fortes e quanto mais luta derem, maior será a probabilidade de partilha da vitória.
A confiança é o trunfo e a vida o baralho.
A vida é demasiado curta para a vivermos com medo, ela trás-nos muitas oportunidades, muitas novas partidas, sem risco o prémio também não poderá ser muito grande.
Que os jogos comecem...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mensagem surpresa!

6 tarde o telemóvel treme... uma mensagem.
Vou a abrir a mensagem o texto pergunta:
"Tas ocupado logo à noite?"
A minha resposta é quase instantânea: "Não"
Nova mensagem de volta 15 segundos depois: "Estava a pensar que podíamos ir ao cinema ou assim".
Pesquisa rápida no google, e reparo que o Burlesque ainda estava em cartaz.
"Há uns temos que ando para ver o Burlesque, 21:10 em tua casa, o que te parece"
"Perfeito".
E assim ficou combinada a ida ao cinema!
Simples, sem complicações com uma amiga com quem já não falava à algum tempo.
Passei um serão fantástico, o filme satisfez as minhas expectativas que eram bastante grandes, e diverti-me à séria.
Sabe-me tão bem planos de última hora, assim no momento.
A vida é inesperada e fantástica!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fantasia de Verão!

O dia não podia ter sido melhor, nunca a tinha visto tão feliz.

As várias horas que fizemos de carro passaram sem esforço, a recordar os momentos maravilhosos do dia, ela não parava de contar outra e outra vez o que tinha sentido ao saber o que ia acontecer.

Durante aquelas 3 horas de viagem tive a certeza ter planeado um óptimo dia.

Perguntei-lhe se não queria passar por minha casa, estava a começar a sentir aquele aperto no coração que antecipava a despedida, depois daquele dia não queria deixá-la fugir, sabia que aquela seria a melhor oportunidade que alguma vez teria.

Chegamos a minha casa com os últimos raios de sol do dia, os mais de 20 graus que se sentiam lá dentro demonstravam bem o calor que tinha estado naquele primeiro dia de Agosto.

Fomos direitos à cozinha, o gelado que se encontrava há apenas dois dias no congelador chamou-nos, depois de várias horas sem comer não fomos capazes de resistir.

Ela sentou-se na mesa preta, quadrada, que se encontrava mesmo no centro da cozinha, com um ar expectante, a abanar levemente as pernas, como uma cachopa à espera de um doce.

Pela janela via-se o sol que estava quase a dar lugar à lua.

Ela sorriu e fez um ar de quem estava curioso, deve ter achado estranho a forma como olhei para ela…

Tão bonita com aqueles cabelos compridos revoltos, olhar doce mas vivo e uma pele clarinha mais suave que a de uma bebé.

Uma onda de calor percorreu-me todo o corpo e naquele momento soube que não podia esperar mais, aquela era a mulher que eu queria, não apenas naquele momento, mas para passar o resto da vida ao meu lado.

Estava apenas a dois passos dela mas o meu coração deve ter batido mais de 100 vezes.

Sem nunca tirar os olhos dela aproximei-me, com a minha mão esquerda puxei-a levemente para mim, a mão direita deslizei-a pelos cabelos dela até lhe apoiar a cabeça.

Quando os meus lábios encontraram os dela o tempo parou.

Nos primeiros instantes a mistura de ansiedade, a excitação de a estar a beijar e a sensação daquela boca na minha deixaram-me completamente embriagado de emoções.

De repente com àquele enorme prazer misturou-se com um medo terrível que tudo fosse acabar e que ela ficasse chateada comigo, mas em vez disso senti a mão dela a puxar-me ainda mais para ela e nesta altura soube o que era a verdadeira felicidade.

Parecíamos dois putos a descobrirem os corpos um do outro.

Depois de vários minutos na cozinha peguei nela e levei-a para o quarto, durante todo o tempo os nossos olhares foram fixados um no outro, não dissemos nada, não havia mais nada para dizer, ambos sabíamos a importância do significado daquilo que estava a acontecer e ambos queríamos aproveitar cada momento.

Deitei-a na cama, tirei a t-shirt preta que tinha vestida, deitei-me sobre ela e voltei a perder-me naqueles lábios.

Queria sentir a pele dela na minha. Passei a minha mão pela perna dela e tirei-lhe o vestido curto com que me tinha andado a torturar todo o dia.

Ao ver a lingerie era roxa, muito bonita e requintada, entretive a imaginação a pensar que se calhar a tinha vestido para mim.

Passei-lhe a minha boca pelo pescoço e senti-a arquear por baixo de mim, soltou um pequeno gemido, que a deixou levemente corada. Pela forma como a beijei logo a seguir tenho a certeza que percebeu o como me tinha acabado de excitar.

Tentou desapertar-me as calças com, alguma dificuldade e eu dei uma ajuda. Depois de me despir por completo olhei para ela, tirei-lhe aquelas pequeninas cuecas roxas e beijei-a novamente.

Com uma mão descobri o fecho dos soutien e desapertei-o sem dificuldade. Senti-me orgulhoso e tive a certeza que depois de não ter falhado aquela tarefa já nada poderia tornar aquele dia menos que perfeito.

Ela meteu as mãos em volta do meu corpo e puxou-me para ela enquanto nos beijávamos mais uma vez.

Encontrei o caminho para ela, os nossos corações batiam os dois descompassados no mesmo compasso.

Lentamente fui deixando que se habitua-se a ter-me dentro dela, cm a cm fomos conquistando o caminho do prazer. Finalmente nós dos dois éramos apenas um.

Daquela primeira vez fizemos amor. Comigo por cima dela descobri o que era sentir e ouvir o prazer de a ter para mim…

Já com ela nos meus braços disse-lhe finalmente “EU AMO-TE”.

Ela sorriu, e disse “eu também te amo” e adormeceu no meu abraço.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Eu e as redes sociais!

Desde os primórdios do aparecimento das redes sociais que são um mundo no qual me sinto um bocadinho alien.
Acho que o meu insucesso no meio começou no mirc, esticou-se para o facebook e tornou-se algo mesmo patológico quando tentei jogar 2 ou três jogos daqueles em que é suposto interagirmos com pessoas reais.
Parece-me no entanto que o início desta disparidade no tipo de relacionamentos que mantenho sobre a linha telefónica já começou ainda antes, com a minha antiga dificuldade de resolver assuntos pelo telefone.
No auge dos meus 20 anos tinha uma dificuldade enorme em falar com pessoas pelo telefone, depois passou-me mas ainda deve ter por cá ficado um restício do bichinho.
A ideia de que temos que ser todos iguais não é apenas um bocadinho parva é mesmo ridícula, é aquilo que nos torna diferentes um dos outros que nos torna "competitivos" na vida, não no sentido de andarmos a tentar ser melhores uns que os outros, mas na medida em que é aquilo que vai fazer outras pessoas acharem-nos interessantes.
Curiosamente as relações sociais estão feitas de forma de tal maneira engenhosa (quer-se dizer, pelos vistos nós já andamos nisto à mais de 2.5 milhões de anos, já houve tempo de aperfeiçoar as coisas)que normalmente aquelas pessoas que se interessam pela nossa estranheza são aquelas pessoas com quem os nossos relacionamentos têm mais probabilidade de ser bem sucedidos.
Depois de alguns minutos de vitimização, daquela a sério "eu nem para ser interessante no facebook presto" "sniff" assentei finalmente os pés na terra.
Se eu não gosto de brincar ao faz de conta, sem ter um computador entre mim e as outras pessoas, porque é que ainda tento?
De certeza que não haverá no mundo falta de pessoas dispostas a vestirem-se de forma medieval para irem fazer um piquenique em plena Serra de Sintra!
Talvez seja um bocadinho excêntrico é verdade, mas é-me sem dúvida mais apelativo.
Se calhar a culpa é dos meus pais, que me deram o primeiro video jogo (uma supermegason!!!!) quando já tinha uns 11 anos e o primeiro computador aos 13.
Aquelas tardes a brincar ao robin dos bosques, a tentar passar canas com penas de galinha por entre dois troncos de uma árvore, pelos vistos fizeram alguma moça!
Acho que em vez de jogar a vida num jogo, vou fazer da minha vida um jogo.
A vida é como a grande maioria dos mmorpg (aqueles jogos em que há muita gente ao barulho)não é possível ganhar, mas é possível alcançar inúmeros objectivos, e ir colocando a fasquia cada vez mais alta.
De que maneira viveria a minha vida se não tivesse que ter medo do dia de amanhã?
O potencial da resposta a esta pergunta é enorme, nas próximas encruzilhadas tenho de experimentar alguns atalhos. Se correr mal improvisa-se.